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Projecto visa incentivar o consumo de fruta nas quantidades recomendadas pela OMS           

As crianças do 2.º A do Colégio de Albergaria e da Sala 4/5 anos do Centro Social e Paroquial de Santa Eulália - Valmaior estão a participar na 6.ª edição do projecto "Heróis da Fruta - Lanche Escolar Saudável". 

No âmbito da iniciativa nacional, as duas instituições criaram o seu “Hino da Fruta”, que se encontra em fase de votação em www.heroisdafruta.com.

“Heróis da Fruta – Lanche Escolar Saudável” é uma iniciativa da APCOI – Associação Portuguesa Contra a Obesidade Infantil que visa incentivar o consumo de fruta nas quantidades recomendadas pela Organização Mundial de Saúde. 

Tem também como objectivo levar às crianças lições importantes sobre alimentação saudável, higiene oral, actividade física, economia e poupança, respeito pelo ambiente e o bem-estar emocional, que as ajudam a crescer saudáveis, activas e felizes. 

Actualmente, é o maior programa gratuito de educação para a saúde de âmbito nacional, com uma das maiores taxas de sucesso de sempre em reeducação alimentar infantil em Portugal.

No âmbito do projecto “Heróis da Fruta”, as entidades participantes são convidadas a criar um “Hino da Fruta”, que é depois submetido à votação do público. 

Após o término da votação a 10 de Março, são apurados os 80 hinos finalistas- os três hinos mais votados, bem como os mais partilhados de cada distrito ou região autónoma.

Cada voto em qualquer “Hino da Fruta” reverte como donativo para a “Missão 1 Quilo de Ajuda”, um fundo social que permite à APCOI distribuir gratuitamente cabazes semanais nas escolas para apoiar a inclusão de fruta no lanche escolar dos alunos mais carenciados do País.

Todas as pessoas que votarem nos “Hinos da Fruta” ficam também habilitadas a ganhar prémios, que incluem mil experiências à escolha para parques aquáticos, zoológicos, museus, aquários, centros de ciência viva e parques de diversões. Será também sorteada uma viagem aos Açores.

A 6.ª edição do projeto Heróis da Fruta conta com a participação de 53.399 crianças de 900 jardins de infância, escolas básicas do 1.º Ciclo e IPSS de todos os distritos do País, incluindo as regiões autónomas da Madeira e dos Açores.

 

Pouco mais de um mês depois do início do ano, alunos ainda aguardam resultados            

O segundo semestre já começou e existem ainda 13604 alunos que estão à espera de saber o resultado da Bolsa de Estudos, avança, esta quinta-feira, dados da Direção Geral do Ensino Superior (DGES).

Pouco mais de um mês depois do início do ano, mais de 13 mil alunos continuam sem saber se vão ou não ter bolsa este ano.

Segundo declarações do Ministério da Ciência, Tecnologia e do Ensino Superior (MCTES) ao Jornal de Notícias, são “situações pontuais de lentidão da plataforma” devido ao elevado número de candidaturas e à falta de documentação entregue pelos alunos.

O Ministério defendeu, ainda, que existem processos de “análise, reclamação ou reanálise” mas que está tudo “normalizado”.

 

Documento de aperfeiçoamento do AO de 1990, aprovado pela Academia de Ciências de Lisboa     

O documento de aperfeiçoamento do Acordo Ortográfico de 1990 (AO90), aprovado na quinta-feira pela Academia de Ciências de Lisboa (ACL), propõe o regresso de consoantes mudas, do acento gráfico, em alguns vocábulos, do circunflexo, noutros, assim como do hífen.

O estudo propõe o regresso das consoantes mudas em palavras como "recepção" e "espectador", ou seja, nos casos em que geram uma concordância absoluta de sons (homofonia) que podem causar "ambiguidade".

O documento "Sugestões para o aperfeiçoamento do Acordo Ortográfico da Língua Portuguesa" de 1990 foi aprovado em plenário na quinta-feira por 18 votos, com cinco votos contra.

Segundo a proposta apresentada, deve regressar o acento agudo em palavras com pronúncia e grafia iguais, as denominadas palavras homógrafas, referindo, entre outras, "pára", forma do verbo parar, que se confunde com a preposição para, também "péla", nome e forma do verbo pelar, que se confunde com a preposição "pela", e ainda "pélo", nome e forma do verbo pelar, que se confunde com a preposição "pelo".

Também é recomendado o regresso do acento circunflexo em diferentes vocábulos que são homógrafos a outros, por exemplo o nome "pêlo", para não se confundir com a preposição "pelo", o verbo "pôr", para evitar confundir com a preposição "por".

Quanto às consoantes mudas, nos casos em que geram uma concordância absoluta de sons (homofonia), sugere a Academia os termos "aceção" quando usado como "sentido", que se pode confundir com "acessão" (consentimento), "corrector", quem corrige, que se pode confundir com "corretor" (intermediário), "óptica", relacionado com a visão, que se confundirá com ótica, no sentido de audição, além de "receção" (recebimento) que se confundirá com recessão (retrocesso), e "espectador" (aquele que olha ou assiste), com "espetador" (o que espeta).

No texto divulgado hoje, a ACL sublinha que se trata de "um contributo que resulta de aturada reflexão em torno da aplicação da nova ortografia e sobre algumas seis particularidades e subtilezas da língua portuguesa que não podem ser ignoradas em resultado de um excesso de simplificação". 

"Convém esclarecer o que se entende por 'aperfeiçoamento': aperfeiçoar o Acordo Ortográfico não significa rejeitar a nova ortografia, mas antes aprimorar as novas regras ortográficas e retocar determinados pontos para fixar a nomenclatura do Vocabulário e do Dicionário da Academia", remata a ACL.

O documento com as "Sugestões para o aperfeiçoamento do Acordo Ortográfico da Língua Portuguesa" de 1990, aprovado pela Academia das Ciências, está disponível em http://voc.cplp.org.

 

Apenas 13,5% dos inquiridos afirmam que nunca atribuem TPC no 1º ciclo                  

(Lusa) Os alunos do 1º ciclo são os que têm mais trabalhos de casa (TPC) e o tempo médio despendido para os TPC é de 15 a 30 minutos, conclui um estudo a que a Lusa teve hoje acesso.

A segunda parte de um estudo sobre TPC, realizado entre 08 e 29 de novembro transato, e com uma amostra de 1.614 inquéritos, sendo a maioria a professores (69,5%) e encarregados de educação (46,6%), vem demonstrar que “todos os ciclos de ensino apontam os 15 a 30 minutos como duração média para a realização dos trabalhos de casa” e que são os professores do 1º ciclo de ensino que atribuem com maior frequência TPC.

Apenas 13,5% dos inquiridos afirmam que nunca atribuem TPC no 1º ciclo.

É também no 1º ciclo que os encarregados de educação mais controlam os TPC dos educandos e que a sua presença é mais efetiva na realização desses trabalhos de casa.

Segundo o autor do inquérito, Alexandre Henriques, professor e responsável do ComRegras, um dos ‘blogs’ de Educação mais conceituados em Portugal, a principal razão pela qual os professores atribuem TPC aos alunos é a “criação de hábitos de estudo” (66%), e, em segundo lugar, o fomento da autonomia do aluno (53%).

Sobre a regularidade de TPC, os encarregados de educação e alunos inquiridos afirmam que há TPC todos os dias, incluindo aos fins de semana, e, mais uma vez, se revela que são os estudantes do 1º ciclo que têm a frequência de TPC “mais incisiva”.

“Nas escolas existem turmas bastante heterogéneas, mas o mesmo acontece com a política escolar sobre a temática dos trabalhos de casa. É comum encontrar professores na mesma escola e até a lecionarem o mesmo ano, com visões diferentes sobre os trabalhos de casa e a aplicarem quantidades e frequências distintas. Além do bom senso que deve imperar, pois a carga letiva em Portugal é elevada, as chefias intermédias e até os diretores escolares devem estabelecer critérios a fim de evitar excessos”, observou Alexandre Henriques, reconhecendo que os TPC têm óbvias “vantagens” e “deve ser atribuído quando necessário, mas não deve ser imposto por mera "tradição".

Na questão sobre como é que encaram os TPC atribuídos aos alunos, os docentes consideram uma tarefa natural, que não perturba os alunos (77,7%), enquanto os pais, por uma margem de cinco pontos percentuais, apontam os TPC como uma “tarefa exigente”, “causadora de stresse mas suportável” (44,5%). Apenas 15,8% dos encarregados de educação considerou os TPC como uma “tarefa desagradável e perturbadora”.

À questão “considera os TPC um problema, em virtude da elevada carga letiva dos alunos”, tanto os encarregados de educação (36,2%), como os professores (24,1%), referem que a carga horária letiva será um dos motivos para a redução ou abolição dos TPC.

Outra das conclusões que se destacam no inquérito demonstra que os TPC atribuídos “são proporcionais quanto ao esforço exigido”, “não são perturbadores”, mas devem, contudo, “ser limitados no futuro quanto à sua duração do trabalho exigido”.

Com a progressão nos ciclos de ensino, a percentagem de alunos e encarregados de educação que afirma ter TPC diariamente diminui, atingindo quase metade no ensino secundário (22%), comparativamente com o 1º ciclo (39%).

Na primeira parte do estudo, divulgado a 18 de novembro, e feito a pais, alunos e professores, ficou demonstrado que a maioria era a favor dos TPC, considerando que melhoram o desempenho. Os encarregados de educação, todavia, tenderam a julgar que eram em excesso.

A generalidade dos inquiridos (quase 70%) concorda que os trabalhos de casa melhoram o desempenho/aproveitamento dos alunos, sendo os professores os que manifestam maior concordância com a utilidade dos TPC. Na generalidade, do total de inquiridos, apenas 24% não considera os TPC bem-vindos.

 

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