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Sessão subordinada ao tema "Prevenção e Controlo da Infeção”                                      

A Unidade de Cuidados Continuados Integrados Dr. Egas Moniz-Avanca organiza as II Jornadas Dr. Egas Moniz, subordinadas ao tema: "Prevenção e Controlo da Infeção”.

O evento terá lugar no dia 26 de Maio de 2017 e o local escolhido para o efeito é a Quinta da Aldeia d’Avanca.

Estas II Jornadas terão como destinatários os profissionais de saúde, assistentes operacionais e estudantes da área da Saúde.

Os contactos podem ser feitos através de: 

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Secretariado: Este endereço de email está protegido contra piratas. Necessita ativar o JavaScript para o visualizar.

Inscrições: www.centro-avanca.com/inscricaojornada

Telefone para informações:. Enf. João Tavares – 937 897 068

 

Investigadores desaconselham administração a doentes com condições cardíacas diagnosticadas

O ibuprofeno e o diclofenac são duas conhecidas substâncias activas em alguns dos mais comuns medicamentos contra as dores e anti-inflamatórios, mas o consumo excessivo pode provocar paragens cardíacas.

Trifene e Brufen, por exemplo, são dois medicamentos bem conhecidos dos portugueses e ambos contêm ibuprofeno, cujo consumo exagerado pode aumentar o risco de paragem cardíaca até 31%, segundo um estudo conduzido pelo Hospital Universitário de Gentofte, em Copenhaga, na Dinamarca. 

Os investigadores chegam mesmo a aconselhar que se reduza o consumo dos medicamentos que contenham este princípio activo, e que eles não sejam administrados a pacientes com condições cardíacas previamente diagnosticadas. 

Mais perigoso ainda é o diclofenac, uma molécula pertencente ao grupo dos anti-inflamatórios não esteroides (NSAIDs) com acentuadas ações anti-inflamatórias, anti-reumáticas, analgésica e antipiréticas e que, segundo os investigadores, pode aumentar o risco de paragem cardíaca.

“Permitir que estes medicamentos sejam comprados sem receita médica, envia uma mensagem errada às pessoas, que assim acham que são seguros mas este estudo são um alerta forte para nos lembrarmos que os NSAID não são inofensivos”, disse Gunnar H. Gislason, professor de cardiologia do hospital que conduziu o estudo.

Para estabelecerem a ligação entre os potenciais perigos para o coração e o consumo destas drogas, os investigadores recolheram informação sobre todos os ataques cardíacos na Dinamarca, que aconteceram fora dos hospitais, entre 2001 e 2010, que estão no Registo Nacional de Paragens Cardíacas. 

Logo depois, compilaram também todas as receitas levantadas das farmácias dinamarquesas para este tipo de medicamentos desde 1995. Foram analisados quase 29 mil casos e, destes, quase 3.400 tinham sido tratados com as drogas em questão.

 

Se toma com frequência medicamento para combater a chamada 'azia' conheça estas indicações   

A Autoridade Nacional para o Medicamento lançou hoje uma campanha para alertar utentes e profissionais de saúde para os riscos associados à utilização prolongada de medicamentos para a acidez do estômago.

Entre os fármacos inibidores da bomba de protões (IBP), que atuam essencialmente como supressores de acidez gástrica, estão destacados medicamentos contendo Omeprazol, Lansoprazol, Pantoprazol, Rabeprazol, Esomeprazol e Dexlansoprazol.

Ao contrário da mensagem que a publicidade tenta transmitir, os IBP não são “protetores”, são medicamentos, lembra o Infarmed em comunicado.

De acordo com os dados de 2016, o uso destes medicamentos aumentou 30% nos últimos cinco anos, motivo que leva esta entidade a apelar ao seu uso racional. Recomenda-se apenas o uso por um período máximo de 14 dias, mesmo que não note melhoria nos sintomas.

Ao uso prolongado estão associados riscos de infeções gastrointestinais; fraturas ósseas (na anca, punho ou coluna) hipomagnesémia; deficiência de vitamina B12; lúpus eritematoso cutâneo subagudo (ocorrerem lesões cutâneas, em áreas da pele expostas ao sol, e quando acompanhadas de artralgias, deve ser considerada a interrupção do tratamento).

Consulte o seu médico se toma estes medicamentos e perdeu muito peso sem razão aparente e tem dificuldades em engolir; persistirem as dores de estômago ou a indigestão; se vomitou; tem fezes negras ou diarreia grave ou persistente; se já ultrapassou o prazo de tratamento que o seu médico ou farmacêutico indicaram.

Apesar do aviso, o Infarmed faz notar que o tratamento com este tipo de medicamentos não deve ser interrompido de forma repentina (pois os sintomas podem voltar de forma ainda mais forte).

Se está a tomar um comprimido/dia passe a tomar um comprimido dia sim, dia não até duas semanas de toma. Se está a tomar dois comprimidos/dia, na primeira semana tome um comprimido/dia e na segunda semana tome um comprimido dia sim, dia não.

Como combater a azia sem ajuda de medicamentos?

Evite beber café ou bebidas alcoólicas e gaseificadas; comer fritos e outras gorduras; mentol, chocolate e citrinos; alimentos com aditivos, conservantes e especiarias; ter refeições abundantes; vestir roupa apertada na barriga; deitar-se no espaço de três horas após refeição; ter a cabeceira da cama baixa; fumar e ter excesso de peso.

 

 

Esta doença provoca a destruição progressiva e irreversível das células do sistema nervoso  

Uma equipa de cientistas portugueses descobriu uma nova terapêutica que pode representar um grande avanço no combate à Doença de Parkinson.

Um grupo de investigadores do Centro de Estudos de Doenças Crónicas da Faculdade de Ciências Médicas da Universidade Nova descobriu uma nova terapêutica que permite combater a Doença de Parkinson, que provoca a destruição progressiva e irreversível das células do sistema nervoso. 

Essa descoberta está relacionada com uma proteína reguladora envolvida nos processos de envelhecimento, a sirtuina 2. O estudo, liderado pelo cientista Tiago Outeiro, foi publicado esta sexta-feira na revista PLoS Biology.

Há duas características importantes da Doença de Parkinson: uma delas passa pela degradação dos neurónios produtores de dopamina, um neurotransmissor que, quando não circula em quantidades suficientes no corpo humano, provoca os tremores normalmente associados a este problema. 

Outra característica dos doentes de Parkinson são os aglomerados de proteínas, a alfa-sinucleína e a sirtuina 2, nos neurónios — algo que não se sabe se é parte causadora da doença ou algo que surge depois de a doença se manifestar.

Ora, de acordo com as conclusões desta equipa de portugueses, que explorou como é que essas proteínas interagem, “a sirtuina 2 remove uma modificação química na alfa-sinucleína chamada acetilação”. 

Isto significa que a sirtuina 2 faz com que um grupo acetila (composto por carbono, oxigénio e oxigénio — COCH3) não se consiga juntar à molécula da proteína alfa-sinucleína. 

Nos testes realizados em animais, a equipa percebeu que, reduzindo a quantidade de sirtuina 2, os aglomerados de alfa-sinucleína (característica típica dos doentes de Parkinson) diminuem e tornam-se menos tóxicos. 

Em humanos, isso sugere que os médicos podem diminuir as concentrações da proteína sirtuina 2 para travar os avanços da Doença de Parkinson. Isso abre um novo caminho para novas terapêuticas de combate à doença.

 

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