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Semana do Cérebro, 31 de Maio a 6 de Junho | Estarreja, Aveiro e Sta. Maria da Feira         

Entre os dias 31 de Maio e 6 de Junho, as cidades de Estarreja, Aveiro e Santa Maria da Feira vão receber a primeira edição da Brain Week – Semana do Cérebro e da Neurorradiologia. 

A região vai assim homenagear uma figura da terra, Egas Moniz, e assinalar os 90 anos da realização da sua primeira angiografia cerebral, uma técnica que revolucionou a Medicina e que ainda hoje é amplamente utilizada em todo o mundo. 

«É com enorme satisfação que trazemos um grande evento da Neurorradiologia à região de onde é natural Egas Moniz. Com este evento queremos assinalar os 90 anos da primeira angiografia, mas também elevar a região Centro a capital histórica das Neurociências», explica Pedro de Melo Freitas, presidente da Brain Week e membro da direcção nacional da Sociedade Portuguesa de Neurorradiologia (SPNR), que organiza o evento em estreita parceria com a Câmara Municipal de Estarreja e a Universidade de Aveiro. 

Durante uma semana, totalmente dedicada ao cérebro e às neurociências, várias iniciativas vão homenagear Egas Moniz, considerado por muitos como um dos pais da Neurorradiologia. 

Será entregue um Prémio de Carreira e Tributo à Neurorradiologia em seu nome e serão apresentados dois livros: um bilingue, "The legacy of Egas Moniz in present-day Neuroradiology - a global perspective, 90 years after the first cerebral angiography" e outro comemorativo, “Os trilhos da Neurorradiologia depois da primeira angiografia cerebral”. Os dois livros resultam de um trabalho conjunto da Casa Museu Egas Moniz e da SPNR.

No último dia da Brain Week, a Casa Museu Egas Moniz, onde o médico nasceu em 1874, abre as suas portas aos visitantes para um dia especial com visita documentada na área da História da Medicina. 

«O contributo de Egas Moniz para a evolução e história da Medicina é inegável, queremos por isso prestar-lhe a devida homenagem. A Brain Week pretende ainda trazer peritos internacionais e aproximar a população geral às Neurociências», explica Pedro de Melo Freitas, médico neurorradiologista, presidente da “Brain Week - Semana do Cérebro e da Neurorradiologia” e membro da direção nacional da SPNR. 

Outras iniciativas vão ter lugar durante esta semana. A abertura oficial da Brain Week coincide com o Dia Mundial da Esclerose Múltipla, que será assinalado sob o mote “O tempo conta na Esclerose Múltipla”, tendo por objectivo sensibilizar para importância do diagnóstico precoce. 

No âmbito da Campanha Nacional STOP AVC será também organizada a Caminhada / Mini Caminhada Solidárias, em Estarreja. A iniciativa tem como intuito sensibilizar a população para os primeiros sinais de alerta do AVC e para a possibilidade de tratamento em fase aguda.  

O programa completo pode ser consultado aqui

Mais informações sobre a Brain Week disponíveis no site da SPNR. 

 

A investigação foi desenvolvida no âmbito de um projecto financiado por fundos europeus     

Investigadores das universidades de Coimbra e de Aveiro e do Instituto Politécnico de Leiria desenvolveram materiais compósitos 'verdes' através da "combinação de diversos plásticos com fibras vegetais", anunciou hoje a Universidade de Coimbra (UC).

Uma equipa de especialistas, liderada por Filipe Antunes, da Faculdade de Ciências e Tecnologia da UC, criou "uma gama de materiais compósitos biodegradáveis, a partir da combinação de diversos plásticos com fibras vegetais (serradura de pinho e fibras de celulose extraídas da madeira), para aplicação em diversos sectores de actividade", afirma a UC, numa nota enviada hoje à agência Lusa.

O projecto, desenvolvido em parceria com o grupo empresarial Vangest, surgiu no âmbito de uma investigação para encontrar "uma solução para o plástico não biodegradável e para os resíduos gerados pela indústria da madeira".

 

Cientistas pretendem mostrar a todos o valor da ciência contra "factos alternativos"         

Cientistas que trabalham em Portugal juntam-se em Lisboa no dia 22 a colegas de centenas de cidades pelo mundo numa Marcha pela Ciência, que pretendem seja festiva, para mostrar a todos o valor da ciência contra "factos alternativos".

A iniciativa da marcha nasceu nos Estados Unidos, onde a comunidade científica se mobilizou contra o desinvestimento na área anunciado pela administração do Presidente norte-americano, Donald Trump, acusado pelos cientistas de desvalorizar a procura da verdade em favor de mentiras politicamente convenientes.

No dia 22 os cientistas vão estar na rua a marchar, entre o Príncipe Real e o Largo do Carmo, a fazer experiências e a procurar demonstrar a toda a gente por que é que a ciência é importante para a vida de todos. 

O neurocientista Gil Costa, um dos organizadores da marcha, disse à Agência Lusa que a ciência é um valor democrático, que faz melhores cidadãos, e que a comunidade científica não pode perder a solidariedade com o que acontece nos outros países, porque depende de colaboração internacional.

Os organizadores, que se juntaram em fevereiro através da rede social Facebook, querem politizar os cientistas, levá-los a demonstrar aos políticos que é preciso manter financiamentos e políticas que promovam a investigação, e fazer com que os cidadãos em geral também pensem da mesma maneira.

Para isso, na conclusão da marcha, a zona do Chiado será o cenário da Festa da Ciência, com núcleos de cientistas a interpelarem os cidadãos para lhes mostrar e falar de ciência, um espetáculo de comédia "stand up" na galeria Zé dos Bois e debates.

Eric DeWitt, um neurocientista norte-americano a trabalhar em Portugal, afirmou que nos Estados Unidos e na Europa se põem as mesmas questões importantes para a ciência: em que investir. 

Afirmou que no seu país de origem, onde a presidência de Donald Trump predispôs muita gente a ser ativa na contestação, acaba por ser mais fácil mobilizar a classe científica, porque questões como as mentiras proclamadas como "factos alternativos" são uma realidade que os americanos vivem.

Na Europa, assinala, ainda não se chegou a esse ponto, mas "está-se perto", receia, afirmando que os partidos nacionalistas europeus seguem a mesma cartilha.

A ciência não é dona da verdade absoluta, mas é um processo para chegar sempre mais perto da verdade, e isso é um bom princípio quer se seja cientista ou não, desde a infância, afirmou.

O sociólogo Alix Sarrouy assinalou que os europeus ainda não sentiram o efeito dos cortes no financiamento da ciência nos Estados Unidos, mas ele chegará, uma vez que o país está "na proa da ciência" e menos dinheiro lá irá repercutir-se em outros pontos do mundo.

A concentração para a marcha, replicada em cerca de 500 cidades do mundo, começa em Lisboa no Largo de São Mamede pelas 14h00.

Na sua página de Facebook, os organizadores contaram cerca de 1.400 pessoas que demonstraram interesse na iniciativa e 300 que afirmaram que vão comparecer.

 

Segundo a OMS, todos os anos 10 milhões de pessoas contraem a doença e quase dois milhões morrem

O diagnóstico da tuberculose poderá ser mais rápido e fiável com um novo teste sanguíneo para detectar a doença que só nos últimos 200 anos matou mil milhões de pessoas.

A investigação de académicos do Arizona, Texas e Washington usa a nanomedicina, com a qual pretende evitar diagnósticos errados baseados nos métodos actuais, assentes na análise da expectoração, culturas sanguíneas e biópsias invasivas aos pulmões e ao sistema linfático. 

"Estes resultados podem ser falsos negativos e, além disso, podem demorar dias até haver confirmação" da doença, cujo tratamento deve começar o mais depressa possível, afirmou Tony Hu, da universidade do Arizona. 

O novo método consegue medir a gravidade das infecções detetando a presença no sangue de quantidades ínfimas de duas proteínas que as bactérias da tuberculose produzem durante infecções activas.

Apesar de todos os anos se gastarem milhares de milhões de euros para cuidar dos doentes e evitar infecções, a tuberculose continua a ser um dos maiores riscos de saúde mundiais, estimando-se que possa estar lactente em um terço da população mundial.

Todos os anos, 10 milhões de pessoas contraem a doença e quase dois milhões morrem, segundo a Organização Mundial de Saúde.

Os responsáveis pela investigação querem agora testar se o seu método se adapta a outra doenças e candidatar-se a testes clínicos na luta contra a tuberculose.

 

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