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Empate em Águeda (2-2) foi insuficiente para chegar ao playoff e dita a descida de divisão    

(Vitor Valente-RVR) Jonathan empatou na última jogada do desafio mas os festejos que se lhe seguiram logo deram lugar a uma tristeza imensa assim que chegou a informação de que o Gouveia tinha batido o Gondomar por duas bolas a uma.

À partida para a derradeira jornada, o CDE tinha que, no mínimo, fazer igual ao Gouveia para forçar o play-off mas a turma de Sandro Botte não o conseguiu pese embora a boa partida realizada.

Marcelo Santiago, ex-Estarreja, rubricou uma primeira parte de elevado nível, pegando na batuta da sua actual equipa e, embora não marcando, esteve na assistência do primeiro golo com um passe magistral para Aranha que, com um toque subtil, desviou a bola do alcance de João Oliveira fazendo o esférico entrar no ângulo inferior direito. 

Antes, já o mesmo Marcelo Santiago tinha feito a barra estremecer num potente remate na cobrança de um livre directo, batido à entrada da meia lua.

Contudo os de Estarreja não se limitavam a defender pois o seu golo, apontado à passagem do minuto 35, resultaria de uma transição rápida, já bem depois de Alex ter permitido defesa apertada de Rafa, quando surgia isolado só com o guarda-redes pela frente, após a assistência primorosa de Marmelo. 

De resto, o golo surgiria no melhor período dos canarinhos que coleccionavam cantos atrás de cantos, obrigando mesmo os da casa a baixarem as suas linhas.

No seguimento de um desses pontapés de canto, Bonfim cabeceou para golo mas a bola foi desviada para a linha final com toda a equipa do CDE a reclamar o desvio com o braço do defensor do Águeda. O árbitro mandou seguir.

Antes do intervalo João Oliveira, guarda-redes do CDE, ainda negou uma boa ocasião a Marcelo Santiago e Rafa defendeu um bom cabeceamento de Miguel Silva.

O CDE voltou a batalhar na segunda metade, mesmo sabendo que o Gouveia também perdia em casa ao intervalo, mas o Recreio de Águeda voltava a baixar as suas linhas e limitava-se aqui ou ali a contra-atacar.

E foi numa dessas jogadas de contra-ataque puro que Maurício fugiu à marcação de Cancela e, no interior da área, rematou fortíssimo batendo o desamparado João Oliveira.

Já com Alex Brandão em campo, o CDE intensificou  ainda mais o ataque e acabaria por reduzir na transformação de uma grande penalidade, apontada pelo capitão Gustavo, a castigar carga sobre o Alex Brandão.

O último quarto de hora só deu Estarreja.  Alex Brandão ainda voltou a pedir penalti, por desvio com o braço a um cruzamento seu,  e obrigou Rafa à defesa da tarde num belo remate ao ângulo superior direito.

Também Jonathan, que entretanto entrou para o lugar do desgastado Bonfim, viu um remate seu sair ligeiramente por cima da baliza de Rafa quando estava em posição de fazer bem melhor.

O golo do empate foi apontado na última jogada do desafio, de cabeça, por Jonathan, mas o destino estava traçado pois o Gouveia já há muito tinha virado o seu resultado.

Caiu, mas caiu de pé a turma de Sandro Botte. Houve empenho, os atletas deram tudo, mas a época não foi fácil, com muitas lesões ao longo da temporada e muitas arbitragens infelizes.

Nesta tarde João Lameiras do Porto teve dois erros evidentes que prejudicaram claramente o CDE.

Sandro Botte, técnico do Estarreja, referiu-se no final do encontro ao ambiente triste do balneário pois todos ainda acreditavam não terminar por aqui esta época.

Ainda assim, os muitos adeptos que se deslocaram a Águeda aplaudiram no final a equipa manifestando também eles o carinho pelo conjunto estarrejense.

 

Clube Desportivo de Estarreja 3 – 1 Mortágua Futebol Clube                         

(Vitor Valente-RVR) O Clube Desportivo de Estarreja volta a respirar e a levar para a última jornada do Campeonato Prio a esperança de permanecer nos escalões nacionais.

É este o actual figurino depois de ultrapassar um Mortágua desinibido, e a beneficiar ainda do empate imposto pelo Moimenta frente ao Gouveia, que dependia dele próprio para se manter nesta divisão.

Contudo, a derradeira jornada será um teste de elevado grau de dificuldade, com a turma de Sandro Botte a deslocar-se a Águeda para defrontar o Recreio, que conta nas suas fileiras com um plantel de muito valor como de resto o demonstra a classificação.

Não foi fácil a vitória do CDE. Em desvantagem no marcador ao intervalo, e a acusar muita pressão face ao actual momento da equipa, só com grande espírito de sacrifício o Estarreja conseguiu a reviravolta no placard.

Na verdade, a primeira parte foi parca em oportunidades, dando inclusivamente a sensação de alguma descrença por parte dos jogadores.

Assim, o Mortágua acabou por se adiantar no marcador, com um golo de Marc Mucha, no seguimento de um pontapé de canto em que João Oliveira sacudiu para a frente, precisamente para o atacante dos forasteiros, com este a não se fazer rogado e a rematar à meia volta para o fundo das redes.

Reagiu o CDE e Bonfim esteve perto do empate na sequência de um cruzamento de Alex. No entanto o cabeceamento passou ligeiramente ao lado do poste esquerdo de Luis Pedro.

Até ao intervalo não mais se viu a turma da casa em termos atacantes pois o último passe nunca saía nas melhores condições e a equipa parecia desgarrada e intranquila.

Ao intervalo Sandro Botte trocou Duarte e Jonathan por Alex Brandão e Belinha. 

E a verdade é que a segunda metade foi totalmente diferente, sobretudo pelas acções do primeiro que entrou muito bem na partida saindo dos seus pés a assistência para o golo do empate obtido por Alex, de cabeça.

Acreditou o público presente, acreditaram os jogadores e Alex surgiu endiabrado para pouco depois, num slalom, surgir isolado, fugindo aos centrais, e já na grande área rematar forte obrigando Luis Pedro a sacudir mas não evitando a recarga vitoriosa do mesmo Alex que assim bisava na partida e operava a reviravolta.

Com pouco mais de vinte minutos ainda para se jogar, cabia ao CDE segurar um resultado que lhe custara imenso trabalho até então. 

Mas a equipa soube jogar sempre em harmonia, em espírito de sacrifício, descendo a preceito sempre que o opositor a tanto obrigava, mas subindo também a propósito quando tinha a posse de bola.

À entrada para os últimos dez minutos, o veterano Bonfim - que grande exibição - voltou a sorrir e sentenciou a partida com um belo golpe de cabeça a cruzamento de Alex Brandão.

Arbitragem positiva de Nuno Roque, de Coimbra, apesar de não ter assinalado uma grande penalidade indiscutível num lance em que Mauro desviou com o braço uma linha de passe, naquele que foi o seu único erro de avaliação. 

De todo o modo, partida correcta, não tendo o juiz ido ao bolso uma única vez que fosse ao longo dos 93 minutos de jogo, o que vale por dizer que os cartões não viram a luz da tarde.

 

A duas jornadas do fim o CDE já não depende de si próprio para ir ao play-off            

(Vitor Valente-RVR) Há duas jornadas o C.D.E. procurava fugir a um possível play-off,  sempre inconveniente, mas não passaria pela cabeça de ninguém que caísse numa situação de despromoção tal como hoje aconteceria se o campeonato terminasse neste momento. 

É certo que ainda faltam duas jornadas, mas a equipa de Estarreja já não depende dela própria depois de se ver ultrapassada pelo Gouveia na reta final, tendo agora que somar mais pontos nessas jornadas que o seu adversário, o que não nos parece muito viável já que o calendário dos serranos parece ser muito mais favorável.

No futebol tudo é possível, mas o capital de confiança da equipa do Gouveia adquirido nesta jornada certamente será um factor a ter em conta, tanto mais que vai a casa do último classificado - o Moimenta - e recebe o Gondomar na derradeira jornada.

Quanto ao jogo, a turma estarrejense acusou a pressão e bem cedo (dois minutos) viu-se em desvantagem com um golo de Abdulay que recebeu um passe longo e surgiu na área só com o desamparado João Oliveira pela frente, rematando com êxito para o fundo das redes.

É verdade que a turma de Sandro Botte reagiu aparecendo com maior intensidade no ataque mas com imensas dificuldades em entrar no último terço do terreno. 

Foi conquistando cantos atrás de cantos mas a pressão era enorme e o golo não surgia. O intervalo chegaria sem que o resultado fosse alterado.

A segunda metade começou como a primeira. O Gouveia voltaria a marcar e de novo por Abdulay, só que desta feita o golo havia sido obtido ilegalmente já que o seu autor partira de posição irregular sem que o auxiliar sancionasse o respectivo fora-de-jogo.

Contudo, e numa falta que também nos pareceu inexistente sobre André Silva, o árbitro assinalou grande penalidade que Jonathan aproveitou reduzindo assim a desvantagem.

Entretanto, o Gouveia reforçou o seu último reduto dificultando ao máximo as tentativas dos avançados do Estarreja de entrar na sua área. 

Em nova jogada de puro contra ataque, Abdulay, à passagem dos 65 minutos, surgiu mais uma vez isolado e ofereceu a Ambrose o terceiro golo colocando praticamente um ponto final no desenlace da contenda.

Arbitragem pobre de Abel Silva, de Viseu, que para além dos erros já referidos não teve coragem de expulsar Fabian antes do intervalo, num desaguisado com João Pedro, com a partida interrompida, numa atitude anti-desportiva.

Prova é organizada pela Associação de Atletismo de Aveiro e pela Câmara Municipal da Murtosa 

A Murtosa vai receber, no próximo dia 1 de Maio, a partir das 16h00, o IV Torneio João Ruela de atletismo, prova organizada pela Associação de Atletismo de Aveiro e pela Câmara Municipal da Murtosa, destinada aos escalões de benjamins, infantis, iniciados, juvenis, juniores e veteranos. 

Na pista de atletismo João Ruela, localizada no complexo do Parque Municipal da Saldida, serão realizadas provas de 50, 60, 80 e 100 metros planos, salto em comprimento e triplo salto.

Esta é a quarta edição do torneio de atletismo João Ruela a ter lugar na pista homónima, inaugurada em 2014, que homenageia o ilustre Murtoseiro que tem dedicado a sua vida cívica à promoção e formação desportiva dos mais jovens, em particular no atletismo, quer como treinador quer como dirigente associativo.

 

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