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A Comur - Museu Municipal da Murtosa vai receber, no próximo dia 21 de setembro, a iniciativa “Alzheimer – Um esboço de mim”. A ação é organizada pela Santa Casa da Misericórdia da Murtosa, em parceria com o Rotary Club da Murtosa e com a Câmara Municipal.

A atividade pretende sensibilizar a comunidade para a doença de Alzheimer, no dia em que se lembra, a nível mundial, aquela que é, atualmente, a forma mais comum de demência.

Para além de uma exposição com informações acerca da doença de Alzheimer, terá lugar a exibição do filme “O meu nome é Alice” (Still Alice), seguido de uma conversa acerca do tema, com a participação de Ana Sofia Pereira, do Núcleo de Aveiro da Associação Alzheimer Portugal.

Esta iniciativa insere-se no ciclo “Conversas com Filmes”, umas das muitas iniciativas periódicas de cariz cultural a ter lugar na COMUR - Museu Municipal. Mensalmente, será projetado um filme, subordinado a uma determinada temática, que suscitará uma conversa/tertúlia com um convidado.

 

A administração do Centro Hospitalar do Baixo Vouga (CHBV)  fez saber  que pretende "intervir ao nível da prevenção e da consciencialização para a necessidade do controlo da doença, através de medidas simples de assistência preventiva, de diagnóstico precoce e de tratamento mais resoluto na fase inicial da doença".

O elevado custo associado à ulceração nos pés, que atinge milhares de utentes, e se reflecte também no Serviço Nacional de Saúde (SNS), e o elevado número de diabéticos existentes na área de influência do CHBV, justifica este serviço diferenciado da consulta multidisciplinar de apoio ao Pé Diabético no Hospital Visconde de Salreu.

O objectivo primeiro desta nova valência no HVS e da respectiva equipa que a assegurará, é o de contribuir para a diminuição da taxa de amputações sendo esta  equipa  constituída por  um médico de medicina interna, responsável pela consulta, um enfermeiro, uma podologista, um médico-cirurgião e um ortopedista, este último, sempre que solicitado

A Consulta tem lugar uma vez por semana, entre as 08h00 e as 13h00, com agendamento de dez utentes.

 

A infra-estrutura começou a funcionar em inícios de outubro de 2014 e está, neste momento, lotada.

Na altura, e um mês depois, a 23 de novembro, o Bispo de Aveiro, D. António Moiteiro, e o 1º Ministro, Pedro Passos Coelho, presidiram à inauguração.

A obra orçada em 2 milhões e 900 mil euros tem capacidade para 30 utentes. Esta valência de Cuidados Continuados de Longa Duração, tem permitido a prestação de apoio social de cuidados de saúde de forma continuada e integrada a pessoas que, independentemente da idade, se encontrem em situação de dependência, promovendo a sua autonomia e bem-estar.

Um ano depois da entrada em funcionamento, o diretor da instituição, o padre José Henriques, afirma que “nestes primeiros meses de trabalho temos tido resultados muito positivos, casos de sucesso, por exemplo, de pessoas que não falavam e começaram a falar e também de pessoas que voltaram a andar, o que se deve à persistência dos técnicos de saúde”.

 

O presidente da Câmara Municipal de Estarreja, Diamantino Sabina, anunciou um investimento de 300 mil euros no Hospital Visconde de Salreu (HVS), a empregar prioritariamente na beneficiação da Unidade de Cirurgia de Ambulatório.

O compromisso apresentado na sessão extraordinária da Assembleia Municipal de Estarreja, em que se debateu o Projeto da Unidade de Cuidados Paliativos, a instalar no Hospital Visconde de Salreu, Pólo de Estarreja do CHBV, que poderá ser a salvação do bloco operatório, do qual o Município não quer abrir mão.

A apresentação do projeto, inserido no Plano Estratégico do CHBV foi feita pelo Presidente do Conselho de Administração do CHBV, Aurélio Rodrigues. Está previsto um investimento de 900 mil euros e as obras deverão arrancar já este mês.

Assembleia e Câmara Municipal contestam que a criação da unidade de paliativos possa significar a extinção de outras valências do HVS, nomeadamente o bloco de cirurgia. Essa hipótese é completamente rejeitada por Diamantino Sabina, que tem vindo a criticar o sucessivo esvaziamento da unidade hospitalar e a defender a continuidade da Unidade de Cirurgia de Ambulatório. Para combater essa possibilidade, o autarca comunicou, durante a Assembleia, que a Câmara Municipal assumirá uma comparticipação até ao montante total de 300 mil euros, desde que seja assumida a manutenção do Bloco Operatório, um dos melhores serviços assistenciais do país.

A autarquia está disposta a avançar com a verba necessária para custear um novo bloco. “Fica aqui o compromisso. A Câmara Municipal assume a despesa até 300 mil euros para que possamos fazer este projeto (Unidade de Cuidados Paliativos) sem por em causa o Bloco Operatório”, anunciou Diamantino Sabina lançado o repto ao CHBV para que não se inviabilize o serviço de cirurgia em Estarreja. “Está dentro das nossas expectativas que se mantenha”, reforçou o autarca.

A proposta está em cima da mesa tendo Aurélio Rodrigues admitido a manutenção do bloco, perspetivando a realização das necessárias obras de melhoria. “Aprecio a atitude da Câmara e poderá ser um contributo para se resolver de outra forma” este problema ao “acoplarmos a esta obra a intervenção de imediato de reconstrução do bloco operatório”.

A Assembleia Municipal sufragou de novo e de forma unânime a moção “Por um Hospital Melhor”, que defende a manutenção do bloco cirúrgico na intervenção prevista, considerando a possibilidade simultânea de prestação de cuidados paliativos. O documento reivindica um plano estratégico que garanta estabilidade a profissionais e utentes, a abertura de um serviço de urgência básico, consultas de especialidade e o retorno dos meios complementares de diagnóstico ao HVS.

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